| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Procellariiformes |
| Família: | Procellariidae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | P. aequinoctialis |
A pardela-preta é uma ave procellariiforme da família Procellariidae.
A espécie é considerada globalmente Vulnerável (VU, critérios A1b,c,d,e; A2b,c,d,e) e listada no Apêndice II da Convenção de Espécies Migratórias (CMS).
Espécie de tamanho médio (envergadura de 1,3-1,4m). Plumagem de coloração marrom-escura uniforme, bico claro e uma mancha branca no “queixo”, que às vezes é mais visível e outras praticamente inexistentes. Patas negras e bico claro com manchas pretas
Indivíduos podem mergulhar a profundidades de 13 m, permanecendo submersos por 45 s. Nas Ilhas Geórgia do Sul, durante o período reprodutivo, a espécie se alimenta principalmente de krill, peixes-lanterna Myctophidae e lulas oceânicas (principalmente Martialia hyadesi), indicando hábito de alimentação noturna. Isto também foi observado por observadores abordo de embarcações espinheleiras. Na região da Corrente de Benguela, na costa oeste da África, aves não reprodutivas alimentam-se principalmente de peixes capturados pelas aves (50% da massa consumida), crustáceos (13%) e lulas (11%), além de outros itens constituídos por peixes descartadas por arrasteiros.
Nas colônias reprodutivas apresentam comportamento noturno e nidificam em longos buracos escavados sob moitas de gramíneas e ciperáceas. As aves vocalizam para atrair seus parceiros. As aves chegam nas Ilhas Geórgia do Sul em setembro, e os primeiros ovos são encontrados após meados de novembro. A incubação dura cerca de 60 dias. Os ovos eclodem em janeiro e os filhotes atingem seu maior peso aos 82 dias, quando pesam mais que os adultos. Os jovens são então abandonados e deixam os ninhos com cerca de 100 dias de idade. O sucesso reprodutivo varia de 12 a 54%.
Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos estima que apenas na região ao sul da Convergência Antártica até 138.000 pardelas-pretas foram mortas por barcos espinheleiros ilegais nos últimos três anos. É a ave mais capturada pelos espinheleiros pelágicos brasileiros. Nas Ilhas Geórgia do Sul, onde a população era estimada em 2 milhões de casais na década de 1980, houve um declínio de 28% nos ninhos ocupados entre 1981 e 1998. A população das Ilhas Malvinas/Falklands é estimada em 1.000-5.000 casais.